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Médiuns

Médium
É um ser diametralmente oposto ao Adepto. O médium é um instrumento passivo de influências estranhas, enquanto o Adepto exerce de modo ativo seu poder sobre si mesmo e sobre todas as potências inferiores. (Ísis sem Véu, II, 588) Na mediunidade, o indivíduo, por ser passivo, está exposto à influência de qualquer entidade astral que se encontre nas imediações. Normalmente, é inconsciente; não sabe o que se faz através de seu organismo nem quem o faz; não recorda nada ao despertar de sua espécie de sono. Seu estado é aquele de uma verdadeira obsessão. Por outro lado, os melhores médiuns físicos são pessoas doentes, neuróticas, histero-epiléticas ou, o que é ainda pior, propensas a algum vício anormal. A mediunidade, tal como praticada atualmente, é talvez um dom menos desejável do que a túnica de Neso. (Ísis sem véu, I, 488-489).
 
Mediunidade
Palavra hoje admitida para designar aquele estado anormal psicofisiológico que leva uma pessoa a considerar como realidades as fantasias de sua imaginação, bem como alucinações reais ou artificiais. Nenhuma pessoa inteiramente sã, nos planos fisiológico e psíquico, jamais chegará a ser médium. Aquilo que os médiuns vêem, ouvem ou sentem é “real”, porém não verdadeiro; provém do plano astral, tão enganoso em suas vibrações e sugestões, ou de puras alucinações, que só têm existência real para quem as percebe. A “mediunidade” é uma espécie de qualidade vulgarizada de mediador, na qual aquele que sofre tal faculdade supõe converter-se em agente de comunicação entre o homem vivo e um “Espírito” desencarnado. Há verdadeiros métodos para produzir o desenvolvimento desta faculdade tão pouco invejável. (Glossário da Chave da Teosofia).
 
Fonte: Glossário Teosófico

Mau olhado

Influência maléfica que uma pessoa pode exercer sobre outra, olhando-a de certa maneira e, particualmente, às crianças. Esta crença é extremamente disseminada na Espanha, Itália, Alemanha, Grécia e muitos outros países, mas sua origem é oriental. O próprio Thalmud fala dela. As crianças, sobretudo, são mais expostas a tal ação funesta. Em Ísis sem Véu (II, 633), relata-se um caso curioso, cujo protagonista foi o padre jesuíta Girad, que, no ano de 1731, foi julgado pelo Parlamento de Aix, por seduzir sua penitente, a bela e virtuosa Srta. Catalina Cadière, de Toulon, e por certos crimes repugnantes a ela relacionados. O mau olhado é o efeito do poder que algumas pessoas têm de comprimir o fluido astral e lançar um raio do mesmo, consciente ou inconscientemente, contra um objeto determinado, com força fatal. Há pessoas que podem matar aves e sapos com apenas um olhar e, do mesmo modo, podem matar seres humanos. A malignidade de seu desejo acumula num foco as forças maléficas, que são disparadas como um dado mortífero. (Ver Ísis sem Véu, I, 380.)
 
Fonte: Glossário Teosófico

Conhecimento

"A Natureza revela seus mais íntimos segredos e partilha a verdadeira sabedoria somente àquele que busca a verdade por amor à própria verdade, e que aspira ao conhecimento para conferir benefícios aos outros, não à sua insignificante personalidade."
 
Revista Lúcifer

Carma

Quedamo-nos estupefatos diante do mistério que nós próprios fabricamos, e dos enigmas da vida que não queremos resolver, e depois acusamos a grande Esfinge de nos devorar. Mas, em verdade, não há um acidente em nossa vida, não há um dia mau ou uma desgraça cuja causa não possa ser encontrada em nossas próprias ações, nesta ou noutra existência. Se alguém infringe as leis da harmonia ou, conforme a expressão de um teósofo, as "leis da vida", deve estar preparado para cair no caos que ele mesmo produziu.
 
H.P.B. em A Doutrina Secreta

Deus

A idéia que um homem tem de Deus é aquela imagem de luz ofuscante que vê refletida no espelho côncavo de sua própria alma, e contudo isso não é Deus, mas apenas Seu reflexo.
 
Sua glória está ali, porém é a luz de seu próprio Espírito que ele vê: é tudo o que ele pode comportar.
 
Quanto mais claro o espelho, tanto mais brilhante será a divina imagem. Mas o mundo exterior não pode testemunhá-lo no mesmo momento.

H.P.B. em "Ísis sem Véu"

Refletir

A humanidade - pelo menos em sua maioria - detesta refletir, mesmo em benefício próprio. Magoa-se, como se fora um insulto, ao mais humilde convite para sair por um momento das velhas e batidas veredas e, a seu critério, ingressar num novo caminho para seguir em alguma outra direção.
 
H.P.B. em A Doutrina Secreta

Teoria vs Prática

Um alto desenvolvimento das faculdades intelectuais
não implica a verdadeira vida espiritual.

HPB

Karma

O único decreto do Karma - decreto eterno e imutável - é a Harmonia completa no Mundo da Matéria, como o é no Mundo do Espírito. Portanto, não é o Karma que nos pune ou recompensa, porém somos nós mesmos que nos recompensamos ou punimos, segundo trabalhemos com a Natureza, pela Natureza e de acordo com a Natureza, obedecendo ou transgredindo às leis de que depende essa Harmonia.
 
H.P.B. em "A Doutrina Secreta"

Discipulado

Forçai quaisquer dos "Mestres" que escolherdes; executai boas ações em seu nome e por amor à humanidade; sede puro e resoluto na senda da retidão (tal como se acha exposto em nossas regras); sede honesto e desinteressado; esquecei vosso eu para vos lembrardes do bem de outrem - e tereis forçado esse "Mestre" a aceitar-vos.
 
Mestre Kuthumi

Harmonia e Caos

A harmonia no mundo físico e matemático dos sentidos é justiça no mundo espiritual. A justiça produz harmonia e a injustiça discórdia; a discórdia, numa escala cósmica, significa caos - aniquilação.

H.P.B. em "Ísis sem Véu"

problemas

Como você sabe, todos os nossos problemas surgem de nós mesmos, por mais que eles possam parecer que vêm de fora; todos nós somos partes do grande todo único, e se você tentar concentrar a sua mente neste fato, e lembrar que aquelas coisas que parecem perturbar você são, na verdade, resultado da sua própria maneira de olhar o mundo e a vida, você provavelmente terá mais contentamento em sua mente. É a sua mente que deve vigiar, e não as circunstâncias nas quais está colocado. Outros já estiveram em circunstâncias piores do que as que você pensa que o rodeiam, e não ficaram tão perturbados.

William Quan Judge

Vampiros

Espectros ou cadáveres que andam pela noite chupando pouco a pouco o sangue dos vivos até matá-los. – Formas astrais que vivem a expensas das pessoas, das quais extraem vitalidade e força. Podem ser os corpos astrais de pessoas vivas ou das que já morreram, porém que ainda se aferram a seus corpos físicos, que estão na sepultura, tratando de conservá-los com o alimento que extraem dos vivos e, deste modo, prolongam sua própria existência. Tais casos são bem conhecidos, especialmente no Sudeste da Europa (Moldávia, Sérvia, Hungria, Grécia, Rússia etc.).

A chave para compreender a natureza dos vampiros é que a esfera sensitiva do homem, da qual o corpo visível é, por assim dizer, nada mais do que a amêndoa do fruto, estende-se muito além dos limites do corpo, uma mudança mútua constante verifica-se entre os dois. Por conseguinte, o corpo do morto, no qual ainda existe um resto de vida astral, pode vampirizar os vivos e, ainda mais, isso pode se verificar entre os próprios vivos (F. Hartmann). Casos bem autênticos de vampiros podem ser encontrados nas obras de Maximiliano Pertry e em Ísis sem Véu. Algumas pessoas que não podem ver tais vampiros, podem senti-los instintivamente e até fisicamente, como um vento, frio ou uma corrente elétrica que passa pelo corpo.

No curioso artigo de H. P. Blavatsky, publicado com o título O Hipnotismo e suas relações com outros meios de fascinação, lemos o seguinte: “Qual é a causa real do vampirismo? – Se se entendesse por esta palavra a transmissão involuntária de uma parte da própria vitalidade ou essência da vida, através de uma espécie de osmose oculta, de uma pessoa para outra, estando esta última dotada (ou antes afligida) por tal faculdade vampirizante, então só se pode compreender tal ato, quando estudamos bem a natureza e essência do ‘fluido áurico’. Como toda outra forma oculta na Natureza, este fim e procedimento exosmósico pode converter-se em benéfico ou maléfico, seja inconsciente ou voluntariamente.

Quando um operador são mesmeriza um enfermo, com o propósito deliberado de aliviá-lo ou curá-lo, o cansaço experimentado pelo primeiro tem a proporção do alívio prestado. A endosmose ocorreu tendo o operador desprendido uma parte de sua aura vital em beneficio do paciente. Por outro lado, o vampirismo é um procedimento cego e mecânico, geralmente produzido sem o conhecimento do absorvedor ou da pessoa vampirizada. É magia negra consciente ou inconsciente, conforme o caso. Porque tratando-se de Adeptos formados e instruídos e de feiticeiros, o procedimento efetua-se de um modo consciente e com a vontade por guia. Em ambos os casos o agente de transmissão é uma faculdade magnética e ativa, terrestre e fisiológica em seus resultados, engendrada e produzida, contudo, no plano da quarta dimensão: o reino dos átomos.” (Estudos Teosóficos, série II, pp. 67-68). Para maiores detalhes, ver Ísis sem Véu e o verbete Kâma-rûpa.

Copiado do Glossário Teosófico H.P.B.

Kama-rupa

Kâma-rûpa (Sânsc.) – Metafisicamente e em nossa filosofia esotérica, é a forma subjetiva criada, em virtude dos desejos e pensamentos mentais e físicos relacionados com objetivos materiais, por todos os seres sencientes, forma que sobrevive à morte do corpo. Depois desta morte, três dos sete “princípios” – ou melhor dizendo, planos dos sentidos e da consciência, nos quais atuam por turnos ou instintos e a ideação do homem, a saber: o corpo, seu protótipo astral e a vitalidade física, não tendo mais qualquer nova utilidade, permanecem na Terra; os três princípios superiores, agrupados num só, consomem-se no estado de Devachân (ver) onde o Ego superior persistirá até que chegue a hora de uma nova encarnação; e o eidolon da antiga personalidade fica sozinho em sua nova morada.

Nela o pálido duplo do homem que foi vegeta durante certo período de tempo, cuja duração é variável e proporcional ao elemento de materialidade que nele restou e é determinado pela vida passada do defunto. Privado como se encontra de sua mente superior, espírito e sentidos físicos, fica abandonado a seus próprios desígnios insensatos, e se desintegrará e desvanecerá de modo gradual. Porém, se for atraído violentamente para a esfera terrestre, seja pelos desejos apaixonados, seja pelas ainstâncias de amigos sobreviventes ou pelas práticas nigromânicas comuns – sendo a mediunidade uma das mais perniciosas -, o “fantasma” pode subsistir durante um certo período de tempo, que excede em muito o da vida natural do seu corpo.

Uma vez conhecido o caminho de volta para os corpos humanos vivos, o Kâmarûpa converte-se em vampiro, que se nutre da vitalidade daqueles que tanto anseiam por sua companhia. Na Índia, estes eidolons são designados pelo nome de pizâchas e são muito temidos, como já se explicou. [O Kâmarûpa é nossa alma animal, o veículo ou corpo dos desejos e paixões, a forma astral do homem depois da morte do corpo. Porém, tem também outros significados: forma do desejo, ou seja, uma forma que muda conforme a vontade; e, como adjetivo, significa: que muda ou toma uma forma à (sua) vontade; que tem uma forma agradável ou sedutora. Assim diz o Bhagavad-Gîtâ, aludindo à índole variável do desejo e da paixão: “pertinaz inimiga do sábio, vela o conhecimento... adotando a forma do desejo (Kâmarûpa), insaciável como o fogo” (III, 30); “... mata esse inimigo, que tem a forma do desejo (Kâmarûpa)...” (III, 43).]

Copiado do Glossário Teosófico H.P.B.

Devoção

Buscamos homens, não mestres de cerimônias;
devoção, não meras observâncias.

Mestre Kuthumi

Lúcifer

"Lúcifer - o Espírito da Iluminação Intelectual e Liberdade de Pensamento-é, metaforicamente, o farol orientador que ajuda o homem a encontrar o seu caminho por entre as rochas e bancos de areia da Vida. Pois Lúcifer, em seu aspecto mais elevado, é o Logos, e no mais baixo, o "Adversário" - ambos refletidos em nosso Ego."

A Doutrina Secreta

Tudo é Vida

Tudo é vida, e cada átomo, mesmo da poeira mineral, é uma VIDA, embora isso esteja além de nossa compreensão e percepção, porque está fora do âmbito das leis conhecidas por aqueles que rejeitam o Ocultismo.

H.P.B. em A Doutrina Secreta

Preparar-se

Se um homem quiser seguir as pegadas dos filósofos herméticos deve preparar-se de antemão para o martírio. Deve renunciar ao orgulho pessoal e a todos os propósitos egoístas, e estar pronto para incessantes choques com amigos e inimigos. Deve desfazer-se, de uma vez por todas, de toda e qualquer recordação de suas idéias primitivas.

H.P.B

Conhecimento Oculto

Há mais de um caminho para adquirir conhecimento oculto. "Muitos são os grãos de incenso destinados a um mesmo altar: um cai mais cedo no fogo, outro mais tarde, a diferença de tempo nada é" - fez notar um grande homem ao ser-lhe recusada a admissão e a suprema iniciação nos mistérios.

Mestre Kuthumi

Karma

O Karma não cria nem planeja nada. É o homem quem planeja e cria causas, e a Lei Cármica ajusta o efeito. Tal ajustamento não é um ato, mas a harmonia universal, que tende sempre a reassumir sua posição original, tal qual um galho de árvore que, puxado violentamente para baixo, retorna com igual violência. Se o braço que o puxou se deslocar ou quebrar, quem teria sido o causador do sofrimento? 0 galho ou a nossa insensatez?

H.P.B. em "A Doutrina Secreta II"

A Teosofia de Buda (trecho)

Para assimilar o significado deste titulo, temos de esticar ao máximo nossas mentes. Pois A "Teosofia de Buda" é muito maior do que o "Budismo", o nome ocidental para o corpo de princípios e práticas erigidos em torno da mensagem de Buda à humanidade. É muito maior do que a "Teosofia", a moderna apresentação ao Ocidente, por H. P. Blavatsky, de um esboço da Sabedoria acumulada das idades, entesourada pelos Mestres dessa Sabedoria e posta por eles a serviço da humanidade.

Existe a Verdade absoluta, que nenhum de nós conhecerá plenamente enquanto não nos elevar-nos em consciência até o seu próprio nível, e a verdade relativa, que é tudo o que a maioria de nós conhece sobre a Verdade. Tanto da verdade como da Verdade podemos aprender mais dos chamados Mestres da vida e da pesquisa das profundezas de nossas próprias mentes, porem Gautama o Buda sabia muito mais de ambas do que qualquer homem histórico anterior ou posterior à sua época.

0 Mestre K. H. se referiu a ele na Carta 10 em As Cartas do Mahatma a A.P. Sinnett, como "Nosso grande Buda - o patrono de todos os adeptos, o reformador e codificador do sistema oculto... cujo espírito poderia de pronto e simultaneamente percorrer o espaço inter-estelar em plena consciência, e continuar na terra em seu corpo original e individual".

A mente humana não pode conceber nenhum ser maior, e para nós ele é, com efeito, o Mestre dos Mestres.

Christmas Humphreys