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Shiva

 
OM NAMAH SHIVAYA
 

Hanuman


Om Hanumate Namaha

Homens Divinos

Houve um tempo em que todos os homens eram deuses. Mas eles abusaram tanto de sua divindade que Brahma, o criador supremo, tomou a decisão de lhes retirar o poder divino. Resolveu então escondê-lo em um lugar onde seria absolutamente impossível reencontrá-lo. O grande problema era encontrar um esconderijo. Brahma convocou um conselho dos deuses menores, para juntos resolverem o problema.
- Enterremos a divindade do homem na terra, foi a primeira ideia dos deuses.
- Não, isso não basta, pois o homem vai cavar e encontrá-la.
Então os deuses retrucaram:
- Joguemos a divindade no fundo dos oceanos.
Mas Brahma não aceitou a proposta, pois achou que o homem, um dia iria explorar as profundezas dos mares e a recuperaria. Então os deuses concluíram:
- Não sabemos onde escondê-la, pois não existe na terra ou no mar lugar que o homem não possa alcançar um dia.
Brahma então se pronunciou:
- Eis o que vamos fazer com a divindade do homem: vamos escondê-la nas profundezas dele mesmo, pois será o único lugar onde ele jamais pensará em procurá-la.
Desde esse tempo, conclui a lenda, o homem deu a volta na terra, explorou escalou, mergulhou e cavou, em busca de algo que se encontra nele mesmo.

Paz

A paz habita o homem que ama Deus. Reconheça que, sem Ele, a vida é estéril. Anseie por Deus e a paz chegará.

Swami Brahmananda

Reencarnação

Lahiri Mahasaya costumava citar o ensinamento do grande rishi Ashtavakra: "Se queres ficar livre da reencarnação, evita os prazeres dos sentidos como evitarias veneno açucarado, devotando-te aos atos de perdão, piedade, contentamento, e amor à verdade e a Deus como se bebesses néctar!"
 
Swami Kriyananda em "A Essência do Bhagavad Gita"

Mente - Atma

A mente é livre e sem limites como o espaço, é onipresente, a mente é tudo e no entanto a mente não é a verdade mais elevada. O Atma se acha além da mente.
 
Mahatma Dattatreya em Avadhut Gita - A Canção do Asceta.

Destino

O que for a profundeza do teu ser, assim será teu desejo.
O que for o teu desejo, assim será tua vontade.
O que for a tua vontade, assim serão teus atos.
O que forem os teus atos, assim será teu destino.

Brhad Aranyaka Upanishad

tipos

Existem algumas almas maravilhosas e raras neste mundo [sat-purushas], que vivem apenas para os outros e sacrificam tudo pelos outro e, até se esquecem de suas próprias vidas.
 
Existem muitas pessoas comuns [chamados saamaanyas] que ajudam os outros, mas sem esquecer de seu interesse próprio.
 
Existem neste mundo muitos demônios-humanos [maanava-raakshasaas] que torturam os outros para seu auto-interesse.
 
E existem, também, aqueles que sem razão, sem causa, por nada, torturam os outros. Não sei que nome eu posso dar a eles.
 
Bhartrihari
 

Guru

O Advaya-Târaka-Upanishad (16) dá uma explicação esotérica da palavra guru fazendo-a derivar das sílabas gu (com sentido de "escuridão") e ru (com o sentido de "o que dissipa"). Portanto guru é aquele que dissipa as trevas espirituais do discípulo.
 
(...)
 
No Kula-Arnava-Tantra, o deus Shiva, falando com sua divina esposa Devî, faz a seguinte comparação entre os mestres realizados e os professores comuns:
 
Existem muitos gurus, como lâmpadas que ardem em diversas casas; mas difícil de encontrar, ó Devî, é o guru que ilumina todas as coisas como o sol. (13.104)
 
Existem muitos gurus que conhecem a fundo os Vedas [o conhecimento sagrado revelado] e os Shâstras [tratados]; mas difícil de encontrar, ó Devî, é o guru que chegou à Verdade suprema. (13.105)
 
Existem muitos gurus sobre a Terra que dão outras coisas que não o Si Mesmo; mas difícil de encontrar em todos os mundos, ó Devî, é o guru que revela o Si Mesmo. (13.106)
 
Muitos são os gurus que roubam o discípulo de sua riqueza, mas raro é o guru que elimina as aflições do discípulo. (13.108)
 
É um [verdadeiro] guru aquele através de cujo contato flui a suprema Bem-Aventurança (ânanda). Só a esse, e a nenhum outro, deve o homem de inteligência escolher como seu guru. (13.110) .
 
Copiado do livro "A Tradição do Yoga" de Georg Feuerstein

Mantras - Cantar o nome de Deus

Deve cultivar o gosto pelo nome de Deus.
Qualquer nome é bom: Durga, Krishna ou Shiva.
Então se, pelo cantar de Seu nome, o apego de Deus cresce a cada dia e a alegria enche a alma, uma pessoa nada tem a temer. Na verdade, Deus olha o coração do homem e não julga pelo que faz ou onde vive. Krishna aceita o sentimento interior de amor do devoto.

Shri Ramakrishna

108 Nomes do Senhor Ganesha

    Om Gam Ganapataye Namaha
    Os 108 nomes do senhor Ganesha:
    1
    Om Ameyatmane Namah
    Além da imaginação
    2
    Om Ameyaya Namah
    Amoroso
    3
    Om Amita vikramaya Namah
    Sem limites
    4
    Om Amogha vikramaya Namah
    Onipotente
    5
    Om Anamayaya Namah
    puro
    6
    Om Anandaya Namah
    Senhor da felicidade
    7
    Om Anukulaya Namah
    Senhor das circunstancias
    8
    Om Avyagraya Namah
    Calmo, sereno
    9
    Om Anamtaya Namah
    Infinito
    10
    Om Ugraya Namah
    Senhor das forças
    11
    Om Umasutaya Namah
    Filho da Deusa Parvati
    12
    Om Urdhvaretase Namah
    Senhor dos altos objetivos
    13
    Om Ekadamtaya Namah
    De um dente
    14
    Om Kalyanaguruve Namah
    Guru que traz felicidade
    15
    Om Kamadaya Namah
    Concede os desejos
    16
    Om Kamalaxaya Namah
    Senhor dos desejos
    17
    Om Kamaposhine Namah
    Cumpre os anseios
    18
    Om Kamarupine Namah
    Dominador dos desejos
    19
    Om Kantidaya Namah
    Senhor de brilho
    20
    Om Kapilaya Namah
    Cor da terra
    21
    Om Karunaya Namah
    Piedoso
    22
    Om Kumaragurave Namah
    Orientador dos jovens
    23
    Om Gajananaya Namah
    Cabeça de elefante
    24
    Om Gajanayakaya Namah
    O guia
    25
    Om Gajasyaya Namah
    Senhor de grandes dimensões
    26
    Om Ganaddhaxaya Namah
    Líder do universo
    27
    Om Ganaradhyaya Namah
    Venerado por todos
    28
    Om Ganeshaya Namah
    Senhor dos deuses
    29
    Om Gaurinandaya Namah
    Filho de Gauri
    30
    Om Chitteshvaraya Namah
    Senhor da consciência
    31
    Om Jaganmanaya Namah
    Onipresente
    32
    Om Jagatprabhave Namah
    Domínio sobre universo
    33
    Om Jyotihsvarupaya Namah
    Aspecto da divina luz
    34
    Om Dhundhirajaya Namah
    Senhor de Varanasi
    35
    Om Dirghatumdaya Namah
    De trompa extensa
    36
    Om Divyapadabjaya Namah
    Os pês divinos de lótus
    37
    Om Dhumraketave Namah
    Semelhante ao cometa
    38
    Om Dhumravarnaya Namah
    Corpo de cor cinza
    39
    Om Namayagyopavitine Namah
    De nome auspicioso
    40
    Om Nirdvandvaya Namah
    Sem ambigüidade
    41
    Om Nirlokaya Namah
    Infinito
    42
    Om Nirmalaya Namah
    O puro
    43
    Om Nityaya Namah
    O Eterno
    44
    Om Paramaya Namah
    Majestoso
    45
    Om Pashahastaya Namah
    Possui corda na mão
    46
    Om Prathamapujitaya Namah
    O primeiro a ser orado
    47
    OM Priyaya Namah
    O amado
    48
    Om Punyaya Namah
    O benevolente
    49
    Om Purnaya Namah
    O completo
    50
    Om Baladurvankurapriyaya N.
    Apreciador de grama novinha
    51
    Om Bhagavate Namah
    O senhor auspioso
    52
    Om Bhaktakalyanaya Namah
    Abençoa os devotos
    53
    Om Bhaktamandaraya Namah
    Protetor dos devotos
    54
    Om Bhalachandraya Namah
    Senhor das mudanças
    55
    Om Bhimodaraya Namah
    O Gigante
    56
    Om Bhutatmane Namah
    Senhor das almas
    57
    Om Mahabahave Namah
    De braços fortes
    58
    Om Mahaganapataye Namah
    Senhor dos povos
    59
    Om Mahagrivaya Namah
    Senhor de grande pescoso
    60
    Om Mahakalaya Namah
    Senhor dos tempos
    61
    Om Mahodaraya Namah
    Senhor da abundância
    62
    Om Manikundalamanditaya Namah
    O brilhoso
    63
    Om Mohavarjitaya Namah
    Sem apegos
    64
    Om Modak Priyaya Namah
    Gosta de doce
    65
    Om Mushakavahanaya Namah
    Dominador de desejos
    66
    Om Yogadhamne Namah
    O contemplativo
    67
    Om Yogishaya Namah
    Senhor de Yogis
    68
    Om Ratnasinhasanaya Namah
    Trono de pedras preciosas
    69
    Om Leela Sevitaya Namah
    O brincalhão
    70
    Om Vakratundaya Namah
    De trompa encurvada
    71
    Om Veda Vedyaya Namah
    O conhecedor de vedas
    72
    Om Vedastutaya Namah
    Louvado por vedas
    73
    Om Vibhave Namah
    Senhor de conforto
    74
    Om Vidyavidhaye Namah
    Senhor de sabedoria
    75
    Om Vigatajvaraya Namah
    Calmo, aliviador
    76
    Om Vighnandhakaraya Namah
    Aniqulilador de obstáculos
    77
    Om Vighneshaya Namah
    Destruidor de impedimentos
    78
    Om Vikataya Namah
    O sublime
    79
    Om Vinayakaya Namah
    O ilustre
    80
    Om Vishvachaxushe Namah
    Onisciente
    81
    Om Vishvadharaya Namah
    A base do universo
    82
    Om Vishvadhatre Namah
    O controlador do universo
    83
    Om Vishvamurtaye Namah
    Imagem do universo
    84
    Om Vishvavaradaya Namah
    Abençoa o mundo
    85
    Om Sahastrashirshane Namah
    Sabedoria de mil cabeças
    86
    Om Samagaya Namah
    Senhor dos vedas e música
    87
    Om Samastasaxine Namah
    Que testemunha tudo
    88
    Om Sanatanaya Namah
    Existência eterna
    89
    Om Sarvagaya Namah
    Senhor dos poetas
    90
    Om Sarvagyaya Namah
    Onisciente
    91
    Om Sarvatmane Namah
    Que reside nas almas
    92
    Om Satvadharaya Namah
    O fundamento da verdade
    93
    Om Siddhavedaya Namah
    Proporciona o conhecimento
    94
    Om Siddhivinayakaya Namah
    Proporciona o sucesso
    95
    Om Sindura Varadaya Namah
    Concede benções
    96
    Om Sumukhaya Namah
    Meigo e simpático
    97
    Om Suradhishaya Namah
    Deus dos deuses
    98
    Om Shantaya Namah
    Concede paz
    99
    Om Sharanyaya Namah
    O guardião
    100
    Om Shivaputraya Namah
    Filho de Shiva
    101
    Om Shripataye Namah
    Senhor da fortuna
    102
    Om Shubhaya Namah
    O benevolente
    103
    Om Shuddhaya Namah
    O puro
    104
    Om Shuramahaya Namah
    O imponente
    105
    Om Shurpakarnaya Namah
    Senhor de orelhas grande
    106
    Om Herambaya Namah
    Filho da mãe Parvati
    107
    Om Hiranyarupaya Namah
    Possui virtudes do Brahma
    108
    Om Gyanarupaya Namah
    O sábio


Fonte: Meeta Ravindra

Ganesha - Ganapati

Om Gam Ganapataye Namaha





Sri Ganesha é uma forma de Brahman Supremo; Ele realiza muitos passatempos ou Lilas, por isso O vemos de tantos modos e maneiras, aparecendo segurando diferentes parafernálias. Isso acontece com qualquer outra forma externa de Brahman, nas representações de Deus, e em alguma de Suas formas pessoais. Brahman, ou Supremo, ou Ishwara, também Krishna, ou Shiva, São distintas formas de Uno.
Desta forma, a figura de Ganesha (Gana - som (alusão à tromba) + Isha—Senhor), também, possui um largo aspecto arquetípico, os quais expressam um estado de perfeição, bem como os meios de obtê-la. O símbolo mais importante de Sri Ganesha diz respeito ao fato de que Ele deve ser descoberto como a Divindade no interior de si mesmo.
Ganesha é o primeiro som, OM, no qual todos os hinos sagrados iniciam. Quando Shakti, a energia, matéria ou poder feminino, e Shiva, o Ser, ou consciência, unem-Se, tanto som – Gana, e Luz, Skanda, nascem. Ganesha representa o equilíbrio perfeito entre a força e a bondade; poder e beleza. Ele, também, tem a a capacidade de discernimento, a qual provê a habilidade para distinguir entre a Verdade e a ilusão; o que é real e o irreal.
Uma descrição de todas as características e atributos de Sri Ganesha é dada no Ganapati Upanishad, feito pelo Rishi Atharva, no qual Ganesha é declarado como idêntico ao Brahman ou Atma. Este Upanishad contém um dos mais famosos Mantras de Sri Ganesha: Om Gam Ganapataye Namah, que literalmente tem o significado de: Eu me rendo a Vós, ó Senhor dos mestres.
De acordo com as regras estritas de iconografia Hindu, Ganesha em figuras com apenas duas mãos é considerado tabu. Portanto, Ganesha aparece no mais das vezes com quatro braços, os quais simbolizam a Sua divindade. Algumas imagens podem contem seis, outras oito, dez, doze ou quatorze braços; cada mão carrega uma simbologia, a qual difere dos símbolos das outras. Contudo, há cerca de cinqüenta e sete símbolos no todo, de acordo com alguns especialistas.
A imagem de Ganesha é composta dos seguintes símbolos: quatro animais, homem, elefante, a serpente, e o rato, que dão a noção de conjunto para Sua figura. Todo o séqüito possui um profundo significado simbólico no conjunto.

O Senhor da boa-fortuna

Em termos gerais, Shri Ganesha é a deidade mais frequentemente amada e invocada, uma vez que Ele é o Senhor da boa fortuna, e também o destruidor dos obstáculos, tanto da vida material como espiritual. É por esta razão que Sua graça é evocada ante de iniciar quaisquer que sejam as tarefas (por exemplo, trabalho rotineiro, viagens, prestar exames, conduzir os negócios, uma entrevista, realizar uma cerimônia, etc.). O Mantra, Aum Sri Ganeshaya Namah (saudação ao nome de Sri Ganesha), ou similar, é o que se usa nestas ocasiões. É por essa tradição que todas as seções de Bhajans, cânticos devocionais, iniciam com uma evocação de Ganesha. O Senhor benevolente de todos os princípios. Através da Índia, e da cultura do Sanatana Dharma, o Senhor Ganesha é o primeiro símbolo colocado em qualquer nova casa ou morada.
Além do mais, Sri Ganesha está associado com o primeiro Chakra, o qual representa o instinto de conservação e sobrevivência; da procriação e do bem-estar material.

Atributos corporais

Cada elemento do corpo de Sri Ganesha possui seu próprio valor, e seu próprio significado. No mais das vezes, Sri Ganesha é representado com quatro mãos. Um devoto deverá meditar na forma do Senhor e procurar entender o significado. A orientação do Guru ou mestre espiritual é de fundamental importância para se poder compreender o que tudo significa (mas pode ser que uma vida inteira não seja suficiente para isso...).
Vejamos os símbolos mais freqüentes em Sri Ganesha:
- a cabeça de elefante: indica fidelidade, inteligência e poder de discernimento;
- uma presa: este fato de ter uma presa inteira e outra quebrada tem o significado de que Ganesha possui a habilidade de sobrepor todas as formas de dualismo;
- largas orelhas: denota sabedoria; habilidade para escutar as pessoas que pedem ajuda, e refletem as Verdades espirituais. Elas, também, significam a importância fundamental de escutar tendo em vista aprender e assimilar as idéias. As largas orelhas indicam que quando Deus é conhecido, tudo é conhecido;
- tromba curvada: indica as potencialidades intelectuais, as quais se manifestam em si mesmas na faculdade (Viveka) de discernimento entre o que é real, temporário e passageiro, daquilo que é terno, sempre existente (Atma);
- Trishula na testa: a lança com três pontas (arma do Senhor Siva, similar a um tridente), sinaliza simbolicamente o tempo: passado, presente e futuro, e Ganesha tem total domínio sobre ele.
- barriga de Ganesha: ela contém os universos infinitos. Ela significa a generosidade da natureza e equanimidade; a habilidade de Ganesha absorver os sofrimentos do universo e proteger o mundo;
- posição de Suas pernas (uma descansando e outra sendo apoiada), indica a importância de viver e participar do mundo material, bem como do mundo espiritual; a habilidade de viver no mundo sem mundanizar-se;
- quatro braços: eles representam os quatro atributos internos do corpo sutil que são: Manas (mente), Buddhi (intelecto), Ahamkara (ego), e a consciência condicionada (Chitta). O Senhor Ganesha representa a consciência pura – Atma – a qual habilita as quatro funções dos atributos em nós;
- mão segurando machado: tem a simbologia de reduzir todos os desejos, dores e sofrimentos. Com este machado, Ganesha tanto pode golpear como repelir os obstáculos. O machado, também, simboliza o aguilhão que conduz o homem para o caminho da retidão e da Verdade;
- segunda mão segurando um laço: tem o símbolo da força, que amarra a pessoa devota à eterna beatitude de Deus. O laço conduz a idéia de que devemos nos libertar dos apegos e desejos mundanos;
- a terceira mão abençoa os devotos: esta é a posição da benção, refúgio e proteção divina ou Abhaya;
- a quarta mão sustenta uma flor de lótus: o Padma simboliza a elevada meta da evolução humana; a doçura de realizar o Ser interior.
O Senhor cuja forma é o OM, carregado por Mushika
Ganesha é representado, também, e descrito como Omkara ou OM. O formato de Seu corpo é uma copia que delineia a sílaba OM em Devanagari (a escrita do sânscrito). O OM é conhecido como Mantra Bija ou Mantra Semente. Por esta razão, Sri Ganesha é considerado a corporificação ou encarnação do cosmos inteiro; como sendo a base de todos os fenômenos do mundo (Vishvadhara; Jagadoddhara). Além do mais, na linguagem Tamil, a sagrada silaba é indicada precisamente por suas características que delineiam a cabeça de Ganesha.
De acordo com as interpretações, o veículo que transporta Sri Ganesha, o ratinho ou Mushikam, representa a sabedoria, bem como o talento e a inteligência. Ele simboliza a pequena investigação de um objeto critico. Assim, ela é também um símbolo da ignorância que domina a escuridão e teme a luz do conhecimento.
Tanto Sri Ganesha com Mushika adoram Modaka, um doce o qual é tradicionalmente oferecido para ambos em cerimônias de adoração. Mushika é usualmente representado bem menor do que Ganesha, contrastando com os veículos de outras formas ou Deidades. No entanto, Mushika é representado como um rato enorme na arte Maharashtrian (de Mahatashtra), que desenham Mukash como um grande rato.
Também, uma outra interpretação diz que o ratinho Mushika ou Aku, representa o ego, a mente com todos os nossos desejos, e o orgulho individual. Ganesha cavalga o ratinho, tornando-se mestre e não escravo daquelas tendências; indicando, também, o poder do intelecto e das faculdades de discernimento como superiores à mente. Ademais, o rato – que é extremamente voraz na natureza – é muitas vezes representado próximo a um prato de doces, com seus olhos para Ganesha, enquanto segura um bocado de comida entre suas patas, como que aguardando uma ordem de Ganesha. Isso tudo representa a mente, a qual foi completamente subordinada à faculdade do intelecto; a mente sobre estrita supervisão, a qual se fixa em Ganesha, e não pega comida a não ser com a permissão de Ganesha.
Por fim, tudo isso representa a modéstia a humildade que devemos ter. Ganesha, apesar de sua gigantesca forma, grande talento e conduta, torna-Se tão leve que pode ser carregado por alguém tão pequeno, como um ratinho insignificante.

Casado ou celibatário?

É interessante observar como, de acordo com a tradição, Sri Ganesha foi gerado por Sua mãe, Parvati, sem a intervenção do Seu marido, Sri Shiva. Shiva, de fato, sendo eterno – Sadashiva – não possui nenhum desejo de ter filhos. Consequentemente, o relacionamento de Ganesha e Sua mãe é único e especial.
Devido a isso Sri Ganesha é representado, tradicionalmente no Sul da Índia, como sendo celibatário. É dito que Ganesha, tendo a Sua mãe como a mais bela e perfeita mulher no universo, exclamou: “traga-me uma mulher tão maravilhosa como És que casarei com ela”. No norte na Índia, por outro lado, Sri Ganesha é com freqüência representado como sendo casado com duas filhas do Senhor Brahma: Riddhi (intelecto), e Siddhi (poderes espirituais). Popularmente, no norte da Índia Ganesha está acompanhado por Saraswati, a deusa da sabedoria e da arte, e por Laksmi, a deusa da fortuna e da sorte, simbolizando que todas estas qualidades sempre acompanham quem descobre a suas qualidades divinas internas. Simbolicamente, isso representa o fato de que a riqueza, prosperidade, e sucesso, acompanham aqueles que possui as qualidades de sabedoria, prudência, paciência, etc., as quais Sri Ganesha representa.

Kalabou

Há uma outra mitologia, especificamente na Bengala, a qual fala que Sri Ganesha casou-Se com Kalabou. Kalabou nada mais é que a bananeira, representada tradicionalmente no Sari branco, com bordas vermelhas. A história conta que Sri Ganesha necessitava casar, certo dia quando chegou em casa, Ele viu Sua mãe Durga Devi comendo com Suas próprias dez mãos. Ficando chocado, Ele perguntou por que Ela fazia aquilo? Durga respondeu que depois de Ganesha casar Sua esposa não daria para Ela nenhum alimento, então estava comendo daquela forma, com Suas dez mãos. Sentindo-se triste, Ganesha decidiu que deveria casar-se com a bananeira ou Kalabou, então Sua mãe jamais teria algum aborrecimento com comido, uma vez que a bananeira não pode deixar de produzir frutos.
A tradição consagra que nos dias de festival de Durga no Saptami (primeiro dia de adoração a Durga), nas primeiras horas do dia, Kalabou é levada para banhar-se no rio Gange. Após a cerimônia do banho, ela é adornada com um Sari branco com bordas vermelhas, e pó vermelho é jogado sobre suas folhas. Então ela é colocada sobre um pedestal, decorada e adorada com flores, pasta de sândalo, e varinhas de incenso. Após isso, ela é colocada no lado direito de Ganesha. É por essa razão que Kalabou é popularmente conhecida como a esposa de Ganesha.

Etimologia e derivações de Ganesha

No norte da Índia, Ganesha é tradicionalmente conhecido como Gana (república). Este nome influenciou o país africano com o mesmo nome. A palabra Ganesh é formada pelos nomes Gana + isha, portanto, Ganesha é uma Sandhi ou junção de palavras. Um dos sentidos de Gana é som, como já vimos, mas Gana também significa república, então o sentido seria “Senhor da República”. Ganesha é, também, conhecido como Ganapati; o sufixo “pati” indica Senhor ou protetor da Republica. De acordo com os Jats, Ele guia o bem-estar da republica. Nada acontece na república sem a Sua permissão. Uma cerimônia de casamento deverá ser realizada com Suas bênçãos, e entrar na área de uma república deverá ser feita sob sua permissão.

Como Ganesha ganhou a cabeça de elefante?

Há muitas histórias da mitologia dos Hindus que contam como Ganesha obteve a cabeça de elefante; isso deu origem a muitas historietas de como isso aconteceu. E muitas destas historias revelam as origens da enorme popularidade do culto a Ganesha.

- decapitado e reanimado por Siva
A mais conhecida das histórias de Ganesha é, provavelmente, a que está no Shiva Purana. Certa feita, quando Sua mãe Parvati, nenhum dos seus servos estava disponível para cuidar da Sua casa. Então Ela criou uma imagem de um lindo menino, feita com pasta de pó de Tumerique (este pó Ela havia preparado para clarear Seu corpo, pois tem propriedade antiseticas e refrescantes); desta forma, Ela deu vida a imagem, surgindo Ganesha. Parvati ordenou que Ganesha ficasse na porta, e não permitisse ninguém entrar na casa. Obedientemente Ganesha seguiu a ordem de Sua mãe. Quando o Senhor Shiva voltava para Sua casa, Ele tentou entrar, sendo impedido por Ganesha. Shiva ficou enfurecido com a atitude do garoto, que se atreveu a impedi-lO. Ele disse para Ganesha que era o marido de Parvati, e pediu que Ganesha O deixasse entrar. Mas Ganesha havia escutado de Sua mãe que não deixasse entrar ninguém. Shiva perdeu a Sua paciência e lutou com Ganesha, sendo que a Sua cabeça foi cortada pelo Trishula de Shiva. Quando Parvati veio para fora, e viu Seu filho sem vida, Ela ficou muito furiosa e triste. Ela ordenou que Shiva restaurasse a vida do menino novamente.
Desafortunadamente, o poder do Trishula de Shiva arremessou a cabeça para muito longe. Todas as tentativas para encontrar a cabeça foram em vão. Num último recurso, Shiva foi até o Senhor Brahma que sugeriu para Siva para que colocasse no menino a primeira cabeça que encontrasse no Seu caminho a qual estivesse olhando o norte ao dormir. Shiva, então, enviou Seus soldados celestais Gana para encontrar e pegar a cabeça de qualquer criatura que eles tivessem a felicidade de achar e que estivesse com a dormindo com a cabeça para o norte. Eles encontraram um elefante dormindo daquele modo, depois de terem cortado a cabeça do elefante, foi então colocada no corpo de Ganesha, trazendo-O novamente a vida. Daí por diante ele foi chamado de Ganapati, ou o chefe dos soldados celestes, e desde então é adorado por qualquer que seja antes de iniciar quaisquer atividades.

- Shiva e Gajasura
Uma outra história da forma de Ganesha é sobre o fato da existência de um demônio ou Ashura, o qual tinha todas as características de um elefante, sendo chamado de Gajasura. Ele havia feito severas penitências ou Tapasias, austeridades, tendo em vista alcançar qualquer coisa que desejasse. Então o demônio desejou que saísse fogo do seu corpo sempre que quisesse, de modo que ninguém se aproximasse dele. Shiva era a deidade adorada, de modo que deu tal benção para o demônio. Gajasura continou a sua penitencia até que Shiva apareceu diante dele, sempre perguntando o que ele desejava. O demônio respondeu, “Eu desejo que você more no meu estômago”. Então o Senhor Shiva concedeu este desejo ao demônio e passou a residir no interior no estomago dele. O Senhor Shiva é conhecido como Bhola Shankara, uma vez que Ele á uma Deidade facilmente agradada; quando Ele está satisfeito com Seu devoto, Ele atende aos seus desejos, e deste modo, de tempos em tempos, cria determinadas situações intrincadas. Foi por esta razão que Parvati, Sua esposa, procurava por Ele sem conseguir encontrá-lO. Como último recurso, Ela foi até Seu irmão Vishnu, pedindo para que Ele encontrasse Seu marido. Vishnu, que a tudo conhece, garantiu para Ela: “Não se aborreça, querida irmã, Seu marido é Bhola Shankara, e prontamente atende aos Seus devotos; em qualquer que seja o que Lhe peçam, sem medir as conseqüências. Por esta razão, penso que Ele esteja em alguma dificuldade. Eu irei ver o que está acontecendo”.
Então Vishnu, o regente onisciente do jogo cósmico, articulou uma pequena representação. Ele transformou Nandi, o búfalo de Shiva, num búfalo dançante, e levou-o até diante de Gajasura, assumindo, ao mesmo tempo, a aparência de um flautista (como Sri Krishna). O encantamento realizado pelo búfalo deixou o demônio em êxtase, e então ele pediu para que o flautista pedisse o que quisesse para ele. Vishnu respondeu, “Você pode me dar o que eu pedir?” Gajasura respondeu, “o que você deseja? Eu posso lhe dar imediatamente o que você pedir”. O flautista disse, então: “Eu desejo que libere o Senhor Shiva do seu estômago”. Gajasura então se deu conta que o flautista era Vishnu em pessoa, e apenas quem fosse onisciente poderia saber e pedir tal coisa. Tendo liberado o Senhor Shiva, Gajasura fez um último pedido: “Eu tenho sido abençoado pelo Senhor de muitas maneiras; meu último pedido é que todos me adorem depois de minha morte”. Então o Senhor Shiva trouxe Seu próprio filho e substituiu a Sua cabeça com a de Gajasura. Desde então na Índia, é que toda a ação, tendo em vista a prosperidade, deve iniciar com a adoração a Ganesha.

A contemplação de Shani

Uma menos conhecida história de Ganesha vem do Brahma Vaivarta Purana, que narra uma versão diferente do surgimento de Sri Ganesha. Por insistência de Shiva, Parvati jejuou por um ano (Punyaka CVrata), para agradar a Vishnu, para que tivesse um filho. O Senhor Vishnu, após Parvati ter terminado o sacrifício, anunciou que iria encarnar pessoalmente como Seu filho em cada Kalpa (era). Consequentemente, Sri Krishna nasceu como filho de Parvati, como Seu encantador filho. Este acontecimento foi celebrado com grande júbilo, e todos os semideuses foram convidados a verem a criança recém nascida. Então, Shani, Saturno, o filho de Surya (o Sol), hesitou olhar o menino, uma vez que Shani havia sito amaldiçoado com a visão da destruição. Porém Parvati insistiu que ele visse o bebê, o qual fez Shani, e imediatamente a cabeça da criança saiu fora, e subiu até Goloka. Vendo Shiva e Parvati tristes por este fato, o Senhor Vishnu montou Seu pássaro veículo, Garuda, e correu até as margens do rio Pushpa-Bhadra, e trouxe com Ele uma cabeça de um jovem elefante. A cabeça então foi ligada ao corpo do filho de Siva e Parvati, e deste modo reviveu-O. A criança foi chamada de Ganesha, e todos os semideuses o abençoaram, desejando para Ele poder e prosperidade.

Shiva e Aditya

Um outro conto da Índia que diz respeito a Sri Ganesha relata um incidente no qual o Senhor Shiva matou Aditya, o filho de um sábio. Shiva trouxe de volta a vida do menino, mas isso não pacificou o horror do sábio Kashyapa, quem era um dos sete grandes sábios ou Rishis. Kashyapa amaldiçoou Shiva dizendo que Shiva deveria perder a Sua cabeça. Quando isso aconteceu, a cabeça do elefante de Indra foi colocada no lugar dela.
Também há um outro conto em que numa ocasião, onde Parvati costumava banhar-se dentro do Ganges, e o chefe dos elefantes – deusa Malini - estava bebendo água, dando a luz um bebê com quatro braços, e com cinco cabeças de elefante. A semideusa do rio, Ganga, reivindicou Ele como Seu filho, mas Shiva disse ser filho d´Ele e Parvati, reduzindo as cinco cabeças para uma, e colocando Ele como o controlador dos obstáculos – Vigneshwara.

Como a presa de Ganesha quebrou-se?

(No Mahabharata)
Há muitas histórias sobre este fato, ou seja, o modo como Sri Ganesha quebrou uma de Suas presas. Na primeira parte do Mahabharata, épico onde está a celebre obra o Bhagavad-Gita, é dito que Vyasa pediu para que Ganesha trascrevesse o poema quando ele ditasse. Ganesha concordou, mas apenas com uma condição, a de que Vyasa O recitasse sem nenhuma interrupção; sem qualquer pausa. O sábio, por sua vez, disse que Ganesha deveria, então, anotar somente quando tivesse entendido claramente o que fora dito, antes de anotar. Desta forma, Sri Vyasa pode recuperar-se um pouco antes de continuar a falar os versos do Mahabharata, os quais Ganesha somente anotou quando entendeu. O ditado começou, mas a pena que Ganesha usava quebrou-se, então, Ele quebrou a Sua própria presa, e a usou como uma pena para escrever o texto ditado por Vyasa, e assim pode continuar sem interrupção, permitindo que mantivesse a Sua palavra.

Ganesha e Parashurama

Certo dia, Parashurama, um Avatar do Senhor Vishnu, foi prestar uma visita ao Senhor Shiva, mas ao longo do caminho Ele foi bloqueado por Ganesha. Parashurama então lutou com Ganesha com Seu machado (ganho do Senhor Shiva), na contenda deixou-Se golpear pelo próprio machado e perdeu a Sua presa.

Ganesha e a lua

Um dia Ganesha, após ter recebido de muitos dos Seus devotos grande quantidade de doces (Modaka), tendo em vista melhorar a digestão da grande quantidade que ingeriu, decidiu dar um passeio. Ele subiu no Seu ratinho veículo e então saiu. A noite estava magnífica, e a lua resplandecente. Silenciosamente uma serpente apareceu e assustou o ratinho pensando que iria morrer, então fazendo com que desse um pulo, e Ganesha foi jogado no chão. O enorme ventre de Ganesha abriu-se quando ele bateu no chão, e todos os doces que havia comido se esparramaram ao redor d´Ele. não obstante, devido a Sua inteligência não permitir que ficasse irado, sem perder tempo com lamentações, ele tentou remediar a situação do melhor modo possível. Ele pegou a serpente que causara o acidente e a usou como um cinto, tendo em vista manter Sua barriga fechada, vedando assim o dano. Satisfeito por esta solução, Ele remontou o ratinho, e continuou a Sua escursão. Chandradeva, o semideus da Lua, viu aquela cena e riu-se. Ganesha, tendo o temperamento irratiço, amaldiçoou a Lua, dividindo a sua face em duas, quebrando uma de Suas presas e atirando-a contra a Lua, dizendo que qualquer um que visse a face da Lua naquele dia cairia em má sorte.

Fonte: Swami Krishnapriyananda Saraswati

Oração Védica


.
Asato Maa Sadgamaya
Tamaso Maa Jyotirgamaya
Mrithyor Maa Amritham Gamaya
Om Shanti, Shanti, Shantih

Tradução:

Guia-me do irreal ao Real;
Das trevas à Luz;
Da morte à Imortalidade.
Om Paz, Paz, Paz.



Veja texto

Sarasvati



Sarasvatî ("Aquela que flui"). Nos tempos védicos, o Sarasvatî era o rio mais poderoso e, às suas margens, formou-se o centro da civilização Indo-Sarasvati. Esse rio secou por volta de 1900 a.C., fazendo com que os povos védicos mudassem em massa para os vales férteis do Rio Ganges (Gangâ).
Com o mesmo nome do rio, a deusa Sarasvatî presidia o discurso, o aprendizado e as belas-artes, como é sugerido por seus símbolos iconográficos tradicionais, que incluem um alaúde, um livro e um rosário. No Hinduísmo mais recente, ela é associada ao centro esotérico na base da coluna, chamado mûlâdhâra-cakra, e ao canal central (sushumnâ-nâdî), por onde ascende o kundalinî-shakti.

Fonte do texto: Enciclopédia de Yoga - Georg Feuerstein - Ed. Pensamento

Vedanta

O ideal da Vedanta é solucionar todos os problemas da vida, para mostrar a meta da vida humana, para melhorar nossa vida aqui e para harmonizar nossa mente com a Vontade Suprema. Enfim, o ideal da Vedanta é nos fazer compreender a unidade da nossa alma com a Alma Suprema. A Vedanta ensina como viver nessa Terra sem se deixar dominar pelos sofrimentos e limitações desse mundo. A missão da Vedanta é trazer harmonia, paz e tolerância entre as religiões do mundo.

Tranquilidade e Paz

A tranqüilidade e a paz vêm de dentro para fora.

Tantra Shastras

Shiva e Parvati



Om Namah Shivaya

A Verdade

A Verdade é Única, os Sábios a vêem em diversas formas.

Rig Veda, Livro I, Hino 164, Verso 46

Sol

Volta teu rosto sempre na direção do sol,
e então, as sombras ficarão para trás.

(Sabedoria Oriental)

Shiva




O Adepto vê, sente e vive na própria fonte de todas as verdades fundamentais a Essência Universal, e Espiritual da Natureza, SHIVA, o Criador, Destruidor e Regenerador.

Mestre Kuthumi