"É admitido ser rara a memória física de incidentes de vidas passadas, mas há completa evidência no que concerne ao desenvolvimento e á capacidade da natureza tanto animal quanto humana. Uma explicação Teosófica para o instinto animal é que se trata de uma forma de memória. A alma, ou consciência, evoluindo através de patos, por exemplo, evoluiu através de outros patos em épocas anteriores e sabe instintivamente que os patos sabem nadar. No novo cérebro, os patinhos não se lembram de suas existências anteriores, mas eles trazem consigo o instinto resultante e assim, naturalmente, nadam. De maneira semelhante, todos os hábitos e costumes instintivos são atibuíveis à memória racial.
Os animais domésticos frequentemente mostram velhos hábitos que pertenceram as suas fases primitivas de evolução, quando ainda estavam no estado selvagem. O cão, por exemplo, dá diversas voltas antes de se deitar porque, em seus dias como lobo, necessitava comprimir seu leito na floresta a fim de torná-lo mais confortável. Como os patinhos, ele não se lembra, mas segue seu instinto, mesmo que no seu caso tenha desaparecido á necessidade de ação.
Do mesmo modo instintivo, nós, os seres humanos nos lembramos de nossas vidas passadas. Nossos dons inerentes, na verdade faculdades alcançadas com esforço, nossas simpatias e antipatias naturais são lembranças do passado. Amor há primeira vista - o amor que subitamente vem á existência e pode durar uma vida inteira - não é senão uma renovação espontânea de um antigo laço. Há outras pessoas em relação ás quais temos uma antipatia inata que também tem suas raízes em outras vidas, quando nosso relacionamento não foi muito feliz. Trazemos assim, em cada nova encarnação, memória mais intuitiva do que detalhada de antigas associações. Os frutos dessas experiências manifestam-se, na nova personalidade, como faculdades, simpatias e antipatias inatas que de outra maneira seriam de difícil explicação."
Fonte: É a reencarnação uma verdade?, de Geoffrey Hodson
Publicações Grupo Annie Besant
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